16 de Fevereiro de 2011

Há dias recebi um email onde me perguntavam se eu poderia sugerir uma forma, um tanto ao quanto, simples para reprojectar um shapefile. Nesse mesmo email, foi-me explicado que o utilizador em causa não usava o ArcMap e que apenas tinha disponibilidade para utilizar o Quantum GIS. Pois bem, eu apesar de utilizar o ArcGIS (na maior parte do tempo) recorro também ao Manifold (chamado software sig low cost) e ao QGIS para realizar as mais variadas operações de edição e análise de objectos geográficos.

Desta forma, irei aqui fazer um breve tutorial de como se deve proceder à reprojecção de um shapefile utilizando o Quantum GIS.

Depois de abrir o QGIS iremos adicionar uma camada vectorial (aquela que pretendemos reprojectar) conforme é possível observar na imagem que ilustra o processo.

Depois do layer estar visível na tela de trabalho iremos confirmar qual o sistema de referência da camada. Neste caso em particular, como estou a utilizar a Corine LandCover 2006 - fornecida pelo Instituto Geográfico Português - esta vem com o sistema global de referência ETRS89 TM06 que é o recomendado pela European Reference Frame, subcomissão da IAG - Associação Internacional de Geodesia. Sendo assim, clicamos com o botão direito do rato em cima do tema e escolhemos a opção Properties, de seguida escolhemos o separador General. Posteriormente clicamos no botão que diz Specify CRS e observamos qual é o sistema que está seleccionado. Nesta caso em concreto, confirmei que o sistema de referência utilizado é o mesmo que o anunciado pelo produtor oficial. Na imagem que se segue está ilustrado o processo.

Depois de confirmado o sistema em uso - clique em OK de forma a que todas as janelas se fechem - iremos passar à operação de reprojecção propriamente dita. Para esse efeito deverá deslocar-se o ponteiro do rato para o menu do QGIS e efectuar o seguinte processo: Vector --> Data Management Tool --> Export to new projection, de acordo como se pode ver na imagem em baixo.

Depois de seleccionada a ferramenta é nos apresentada uma janela onde podemos definir alguns parametros deforma a obtermos o resultado que pretendemos: reprojectar a camada vectorial. Desta maneira, devemos parametrizar a operação de acordo com o exemplo que mostro na figura que se segue (relembro que estou apenas a exemplificar). Esclareço também que, neste caso em concreto, o meu objectivo é reprojectar o layer do sistema global ERTS89 TM06 para o sistema local Datum Lisboa/ Hayford-Gauss com falsa origem - Coordenadas Militares (Código EPSG:20790).

 

Na imagem seguinte ilustra-se a selecção do sistema, neste caso o sistema local Datum Lisboa/ Hayford-Gauss com falsa origem - Coordenadas Militares (CódigoEPSG:20790).

Depois de concluidas todas as parametrizações basta clicar em OK na janela do Export to new projection e aguardar que seja finalizada a operação. O utilizador será questionado sobre se pretende adicionar a nova camada ao TOC (Table of Contents). Dizemos que sim, será sempre uma opção do utilizador, e podemos verificar as alterações que foram efectuadas com a reprojecção do shapefile.

É assim que se efectua a reprojecção, diga-se "automática" e simples, de uma camada vectorial no QGIS. Termino apenas com uma nota: este processo só é válido para ficheiros vectoriais. No caso de ficheiros raster o processo é diferente.

 

[Update] Aqui encontra um processo ainda mais simples para reprojectar um shapefile no QGIS. Kudos ao Giovanni!

publicado por Madeira às 15:00

 

 

 

Este blogue agora também tem uma página no Facebook. Se quiserem e se realmente gostarem vão até lá e cliquem, claro está, no botão Gosto. Apesar de ainda estar numa fase bastante inicial, o objectivo passa por colocar a página como um local de reunião entre os visitantes deste blogue e os Facebookianos que por lá irão passar.

publicado por Madeira às 11:10

Exposição Mappamundi do Museu Colecção Berardo, de 31 de Janeiro a 25 de Abril de 2011.

Mappamundi reúne artistas que, nos últimos 40 anos, trabalharam o mapa e interrogaram a representação cartográfica para melhor nos tocarem ou nos provocarem. Mapas para serem lidos ou para serem vistos? Espelho tranquilo ou distorção do mundo? Descrição, evocação, contestação? Longe de exprimirem certezas, estes mapas desenham as nossas dúvidas, os nossos combates e os nossos sonhos.

publicado por Madeira às 10:00

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